terça-feira, 28 de abril de 2009

IMAGEM NÃO É NADA - parte 2 de 2


VEJA A PRIMEIRA PARTE ABAIXO

Uma segunda experiência, conheci o cara na net, e fomos nos conhecer, sugestão de ambos foi andar no calçadão da praia. Cheguei, fiquei muito espantado como ele era bonito, com o corpo magro, cabelos loiros e olhos verdes. Mas, a conversa foi horrível, o cara era estranho ao quadrado. Tentei alongar a conversa para tirar o conceito, mas só piorava. O fim foi quando ele falou que os portugueses só ferraram o Brasil, pois se misturaram com negros, e criaram grandalhões mestiços e burros.

Não teve jeito, naquela hora a conversa esfriou, soltei a desculpa que precisava ir embora (na época morava longe da praia). E trocamos telefones. Ele tentou insistir, chegamos até nos encontrar na rua, onde ele me chamou para um cafezinho, mas sempre dizia que estava ocupado.

Já, tive uma grata surpresa, fazia poucos dias que tinha perdido meu pai, e estava no ápice da carência. Até que encontrei um cara de bom papo no bate-papo e fomos nos encontrar no shopping. Chegando a mesa combinada, fiquei decepcionado, ele parecia mais velho do que dizia e também não me atraia nenhum pouquinho com sua aparência física. Sentei por educação, peguei uma água para enrolar, mas a conversa fluiu, no fim tomamos um lanche lá e ficamos mais de duas horas conversando.

Chamou-me para ir ao apartamento, pois tinha uns amigos lá e não queria deixá-los mais muito tempo sozinhos (nossa conversa foi tão boa, que ele esqueceu deles). Chegando lá, o pessoal estava comendo sanduíches, e ficaram uma meia-hora se despediram dele e desejaram sorte. Foi aí que eu soube que ele ia para o outro lado do Brasil, ficar lá a trabalho. Foi decepcionante, ele parecia ser “o cara”.

Fomos para o quarto dele, nos beijamos, tiramos a roupa, mas ele viu que eu estava tão caído, que resolveu que não iríamos transar, deitamos os dois pelados abraçados na cama, enquanto ele me fazia carinho. Ficamos até o fim da noite assim, ele me levou para casa de carro. E soltou uma metralhadora de elogios para mim, e que queria muito tentar, mas a distancia ia estragar tudo, pois ele não seria muito presente na minha vida, é para um relacionamento isto era importante.

Ficamos os dois arrasados, ele falava baixo se deveríamos tentar, mas nós dois sabíamos que não iria dar certo. Então, aquele que achei feio, não atraente, me deixou com o coração na mão, e mostrou ser tão bom quanto qualquer homem bonito que encontraria. Pois é, o feio foi o que mais balançou o meu coração, naqueles momentos de busca, antes de encontrar o meu grande amor.

O que eu quero deixar bem claro para vocês, não é para catar o primeiro feio que ver na frente, mas não ter este pré-conceito antes de conhecê-lo realmente.

Pois, tudo que é bonito, um dia vai embora.

Ass.: R

2 comentários:

Y disse...

Eu estou começando a adotar essa filosofia... e definitivamente estou me surpreendendo!
Os bonitinhos têm mostrado bastante carência de conteúdo, pra nao falar em excesso de futilidade.

Voyeur disse...

sem kerer diminuir a boa pinta do man, mas sua carencia na epoca tb contribuiu neh...
entendo como eh isso... a capa de um livro nao diz muita coisa sobre seu conteudo...
adorei os dois posts sobre esse assunto...
impressionate o tanto que tenho me surpreendido com alguns blogs "gls"... esse concerteza esta entra as gratissimas surpresas...
parabens

abraços
http://thevoyeurman.blogspot.com

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