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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um Casal em Sampa – Parte 2 – Primeiro Mês


Pois é, se passaram um mês de casado em nova casa. Infelizmente, fizemos muitos contatos, mas ainda não apareceram os empregos novos, mas pelo que vimos, isto será só questão de tempo.

Felizmente, após quase três semanas dormindo no chão em colchões improvisados, a cama enfim entrou no apartamento. Para quem não sabe, resumindo: a cama era grande demais para subir pelas escadas ou por elevador, então surgiu uma única alternativa, subir pelo fosso do elevador.

Os pobres da companhia de manutenção de elevadores sofreram para trazer a dita cuja até o quarto andar. Tanto que demos uma gorjeta gorda, pois foi muito suor e graxa para todo que é lado.

Com a cama no quarto, a coisa ficou mais habitável, não que o quarto não era habitável (pelo contrário, o apartamento do meu primo é extremamente aconchegante), mas um quarto sem cama acaba perdendo sua característica. E foi muito boa a primeira noite.

Teremos que nos acostumar a algumas coisas, não sei por sermos ainda um casal novo, mas na cama a coisa se transforma com apenas um toque, encostou um no outro, e pronto. O problema que o negócio esta virando quase diário... não que isto seja realmente um problema. :D

Mas, a vida de casado esta sendo bem agradável, temos que apoiar um ao outro, pois ambos tomamos algumas medidas difíceis, e até meio drásticas para poder ficar juntos e atravessar esta nova fase de casado. E se acostumarmos com certas peculiaridades e manias que cada um tem. Mas, isto só acrescenta, apesar de eu achar o L. muuuuito bagunceiro.

No resumo da ópera, as coisas estão indo melhores do que eu imaginava (pois, tenho sempre a péssima mania de pensar no pior). Só falta o emprego e termos realmente uma vida mais ativa, pois com dinheiro, São Paulo ficará pequena demais para nós dois.

Fiquem ligados, que em breve tem mais.

Ass.: R

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um Casal em Sampa – Parte 1 – A Mudança


Sim, ela enfim aconteceu. Sábado nos despedimos da cidade litorânea de Santos, e fomos viver como casados em São Paulo, onde dividimos um apartamento com um primo, que também é gay e por enquanto, esta solteiro.

Como toda a mudança, imprevistos acontecem, horários marcados acabam sendo atrasados. E por fim, fizemos a mudança com quase seis horas de atraso. Chegamos quase a noite em Sampa, e nosso quarto ficou um tremenda bagunça nesta primeira noite.

Outro problema, por razões de economia compramos uma cama Box, que pelo seu tamanho, não pode ser transportada pela escada ou pelo elevador. Conclusão, ela ficou no salão de festas do prédio, e estamos esperando a manutenção de elevadores, para transportá-la por cima do elevador.

Para dormir, dois colchões de solteiro improvisados para servir de cama, e toda a noite a esperança de enfim dormimos numa cama de casal.

Mas, calma, parecem que as coisas foram terríveis, mas nem tanto. Graças a amigos e uma grande prima (e seu marido), conseguimos chegar com todas as nossas coisas em Sampa.

O desconforto de dormir com um colchão no chão, foi todo suprimido quando acordei na madrugada e meu namorado (agora, marido) estava deitado ao meu lado. Depois desta cena a gente esquece tudo.

Sem contar com o apoio do meu primão (que também tem blog, vejam cliquando aqui) e o domingo hiper agradável e divertido que tivemos com ele e com outra prima também moradora de terras paulistas. Que terminou com muitas risadas e esfihas no Habib’s. Sem contar com os amarulas, choconhaques e frozens servidos na nossa nova casa.

No modo geral, apesar de todas adversidades, este começo de vida em Sampa esta sendo uma experiência incrível. Em que qualquer dificuldade no meio deste caminho poderá ser facilmente ultrapassada.

Fiquem ligados, que em breve mais detalhes desta nova vida em Sampa.
Ass.: R

terça-feira, 7 de julho de 2009

Uniões, Medos e Mudanças


Bem, como vocês devem ter percebido, este blog esta meio abandonado. O monitor do meu namorado fez PUF! E fiquei sem meu apoio, e uma série de acontecimentos estão deixando minha cabeça meio aérea. Tenho pique de atualizar só o DXPP, pois lá a coisa é mais leve e divertida. Não que eu não goste de atualizar este blog, mas o lado sério da minha mente andou bem ocupado esta semana.

Estou deixando no final deste mês minha cidade natal, a litorânea e linda Santos. Eu adoro esta cidade, mas tenho consciência que ela virou um paraíso para aposentados, o que é um sinal que os empregos aqui estão cada vez mais esvaindo pelo ralo. Então, dividirei um apartamento com meu primo em São Paulo.

As mudanças não param por aí, meu namorado irá me acompanhar e passaremos e a viver como casados. Isto mesmo, não só vou deixar minha cidade, como também minha solteirice de lado. E meu relacionamento que completará seis anos no próximo dia 26, evoluirá de namoro para casamento.

Estou feliz? Muito. Estou apavorado? Sim, e muito mesmo.

Praticamente sete anos, desde o falecimento do meu pai, são só eu e minha mãe. Mesmo com algumas idas e voltas do meu irmão, sempre eram nós dois aguentando a barra, limpando a poupança para pagar impostos, cuidando dos nossos cachorros. E sinto muito em deixar tudo para trás... sei que são só uma hora e alguns minutos de distancia, mas são 32 anos de convivência com minha mãe.

Mas, esta é a evolução, por mais que como gay eu sempre tinha aquela imagem: “nunca vou sair do lado de minha mãe”. Pois o casamento para quem é homossexual é uma coisa bem distante, não é uma realidade como os romances heterossexuais.

Mas, certamente é apenas um preconceito implantado pela “sociedade” em nossa cabeça. Pois, podemos ser monogâmico, casados e convivendo muito bem. Mas, mesmo muito feliz com tudo isto, também tenho direito de ficar assustado.

Pois um futuro em outra cidade convivendo com outras pessoas, que não são seus pais, é apavorante. Mas, tudo vai embora, quando em uma noite destas, eu acordar e olhar aquele rostinho lindo e barbado ao meu lado, na minha cama.

Pois é, preciso evoluir minha mente, e fazer um upgrade com todas estas novas realidades. Que sei que no fundo, e algo que cada ser humano procura. E, felizmente, estou mais perto disto do que estive em toda vida.

Então, que venha agosto, que venha São Paulo e principalmente, que venha o casamento.

Ass.; R

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