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sábado, 20 de março de 2010

Uma breve pausa ;)


Calma, gente! Vai ser breve mesmo!

Este fim de semana estaremos visitando a família em Santos. Mas, na quarta-feira (dia 24 de março) tem atualização nova no blog ;)

Fiquem ligados. Abraços.

Ass.: R & L

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dicas de Filmes: Preciosa


Resolvi sair um pouquinho do circuito de cinema homossexual e vim aqui com vocês para falar de um filme irresistível que eu vi, o “Preciosa”. O filme tem uma atmosfera triste e ao mesmo tempo arranca otimismo como “água de pedra”.

O filme conta a história de Precious, menina pobre, obesa, que tem um passado e um presente aterrorizador, enquanto é maltratada e explorada por sua mãe, esta grávida do segundo filho fruto de um dos incessantes estupros de seu pai.

Vitima de seu silencio e das más condições das escolas pobres, acaba sendo indicada para freqüentar uma nova escola que tem o mesmo sistema do nosso conhecido supletivo. Enquanto acha uma fuga do analfabetismo, tem que enfrentar a ira de sua mãe por colocar em risco a sua pensão que ganha do estado.

O filme narra a vida dela como se tivesse lendo seu diário (como originalmente acontece no livro onde saiu o roteiro do filme), quando os autos índices de maltrato ou crises acontecem, ela foge para um mundo onde ela é uma superstar.

Sim, o filme é triste e tem pontos altos de interpretação, a atriz Mo’Nique atua tão bem como inescrupulosa mãe de Precious, que a gente sente certo nojo dela. Dá para entender por que ela foi a ganhadora de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro.

Sem contar com as surpreendentes interpretações de Lenny Kravitz e Mariah Carey, esta última tenho que confessar que me surpreendeu, apesar de apenas duas aparições no filme, se mostrou uma boa atriz dramática. Com certeza, a surpresa do filme.

Então, vale muito a pena ir ao cinema e assistir este drama, se você é chorão, leva um bom estoque de lenços de papéis.

Veja o trailer do filme:



Fica a dica.

Ass.: R

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Um Casal em Sampa – Parte 10 – Ano Novo Casado


Eu e o L. estamos próximos de completar 7 anos desde que começamos o namoro e 5 meses que estamos morando juntos, praticamente casados. Desde que conhecemos, não pudemos passar todo o fim de ano juntos, este ano iria ser primeiro e como já disse antes... casados :D

Natal foi para o lado mais familiar, fomos a casa de minha mãe em Santos e fizemos a ceia lá. É claro, respeitando minha mãe, sempre dormimos separados – não que ela não saiba, mas é questão de respeito de espaço. E foi um fim de semana bem aproveitável, matei a saudade da família, pudermos andar na praia e saímos com nossos antigos amigos.

O Ano Novo foi também gostoso, apesar da chuva forte que atrapalhou os nossos planos. Ficamos na casa de minha prima em Santos, onde grande parte de tios, primos e família em geral se reúnem para comemorar a data, com muita conversa e é claro, muita comilança.

Mas, tínhamos planos de sair com os primos e dar uma passada na Barraca da Cris (que para quem não sabe, é um point gay na praia de São Vicente), tinha até combinado de ver um amigo, mas a chuva fez a gente desmarcar os planos. Mas, na medida do possível foi muito bom. O L. pode também no dia seguinte passar uma tarde inteira com seu pai.

Bem, a conclusão disto tudo, é que cada vez mais a minha família (e agora, mais do que nunca, família do L.) nos enxerga como um casal. Sem olhares feios, desconfianças, ou tititi. Todo mundo se relacionando conosco e com certeza com a conversa para noite toda.

Bem, após esta mudança brusca em nossas vidas, sempre fica aquele medinho da reação das pessoas. Mas, aí você pensa: “eles não pagam a minha conta!”. Eu sei disto, mas isto não quer dizer que não queira que as pessoas reajam bem à situação. Por mais que não procure a aprovação das outras pessoas, mas é muito bom ver que elas aceitam.

E iniciamos mais um ano, 2010 vai ser o Ano 7, dizem que o ano que as crises dos casais acontecem. Se a gente sobreviver a este ano, acho que não vamos ter mais problemas futuros :P

E isto aí, em breve mais um episódio do “Cotidiano da Vida Casada Gay” ;)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Casal em Sampa – Parte 6 – Homens de Família


Bem, voltei com nossas “aventuras” em nossa nova cidade, São Paulo. Na última parte, falei sobre o aniversário que haveria do meu primo, que estariam pessoas de nossa família que não sabíamos como seria a reação ao ver nossa cama de casal.

Bem, o aniversário aconteceu no sábado, mas uma parte das pessoas chegou na sexta-feira a noite. O casal e sua filha, ao qual estávamos preocupados por causa de formação religiosa evangélica, foram a grande surpresa, trataram a gente normalmente.

Isto mostra, que tem pessoas que a religião não faz ela ter apenas aquele conceito pregados por ela. O casal, por exemplo, entraram no nosso quarto, sentaram na nossa cama para assistir no You Tube, o "Pânico na TV". E ainda brincaram com a frase do Fred Mercury Prateado “Ta com roupa de mulherzinha, ta!”.

Que bom, pois o ser humano sempre me surpreende pelo seu lado as vezes negro, e pelo contrário, este casal maravilhoso me surpreendeu com seu lado mais amoroso e nos deu uma chance de nos ambientar como um casal normal.

Pois, no final das contas, no sábado já estavam 14 pessoas de minha família dormindo aqui em casa: tias, primas, primos, maridos de primas e tudo mais; e nenhum momento sentimos um olhar de desprezo, de reprovação ou uma piadinha sem graça.

Virei para o L. e disse: “bem, oficialmente somos um casal perante a família”. E aquilo nos fez um bem inimaginável, tirando todo aquele peso ou duvida, ou aquela vontade de se esconder. Somos sim um casal como qualquer um, sem porém.

No fim das contas, aproveitamos a festa, conversamos (e comemos) muito. Demos muitas risadas, matamos as saudades de algumas pessoas e o melhor de tudo, sem nos sentirmos marginalizados.

Mais um passo foi dado, mais um passo bem forte e firme. E vamos em frente, que por incrível que pareça, as coisas podem ser mais fáceis do que imaginamos.

Ps.: Feliz aniversário, Primão! E obrigado por nos dar mais um belo momento como este ;)

Ass.: R

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um Casal em Sampa – Parte 5 – Prova de Fogo


Bem, estamos beirando os dois meses aqui em São Paulo. Vivendo numa nova cidade e também como casados. Duas experiências novíssimas. O ciclo de pessoas que sabem sobre nossa atual situação cresceu virtuosamente, o que pode ser bom e estranho ao mesmo tempo.

A boa noticia, que L. conseguiu um emprego, e vai iniciar em Outubro em uma grande empresa. Eu continuo na luta, tenho meu persistente pessimismo, mas esta “nova”, me deixou mais empolgado. Vamos ter mais novidades no futuro.

Daqui alguns dias, mais exato, no próximo sábado, vai ser o aniversário do meu primo no salão de festa do prédio. A casa vai encher de gente para dormir, o que incluem minhas primas (que já sabem sobre meu “casamento”). Mas, a noticia sobre outro casal e sua filha virem para cá, deu aquele friozinho na barriga.

Não que eu tenha me arrependido de ter vindo aqui, e tenha assumido tal posição. Mas, se um casal vem para cá e você não tem certeza que ele sabe disto, e vão trazer sua filha de menor e a expor a um quarto com uma cama de casal que dormem dois homens... é bem esquisito.

São duas pessoas sensacionais, mas eu me colocando no lugar deles, e sendo a origem religiosa evangélica deles, eu sei que seria muito difícil explicar a situação para sua filha. Na hora que eu soube, deu até uma dor de barriga.

Mas, desde que decidi colocar a cara para bater, eu sabia que não escaparia de situações deste tipo. Do mesmo jeito, não é por que fui corajoso até este ponto, que eu também não possa ter medo, receio e ou não querer enfrentar uma espécie de saia justa.

Felizmente, após minha prima conversar com o casal, e saber que eles já estão por dentro da situação, estou mais tranquilo. Mas isto não significa que o receio ainda continua. E que com certeza algum tipo “silêncio” ou saia justa irá acontecer.

Fazer o que, né? Temo que enfrentar, ou passaremos a vida inteira escondidos em um quarto. Vamos ver, o que o fim de semana nos reserva.

Depois dou mais detalhes ;)

Ass.: R

terça-feira, 23 de junho de 2009

Causos da Vida: Primas e Gogo boys


Bem, sei que este é o lado sério do DXPP, mas também sei que não quero que seja apenas um blog triste ou revoltado, ou com bandeiras, militâncias e tudo mais. Então para mediar um pouco as coisas, enquanto meu namorado que felizmente voltou a escrever, esta levando o Diário de Bordo dele adiante, vou estrear um nova seção aqui: Causos da Vida.

Que é uma brincadeira com casos da vida e a gíria causar :D

Bem, estava eu a alguns fins de semanas atrás, visitando uma prima que tinha meses que tinha ganhado um bebê. Fui acompanhado de mais uma prima e um primo. Naquela cama olhando aquele belo nenê, olhei para as minhas primas e pensei: quem vê estas duas santas.

Pois é, por incrível que pareça, levei as duas para uma boate aqui da baixada, e as duas arrebataram cada uma, um coração de um gogoboy... sério... as duas... isto é incrível.

A primeira, antes de casar e ter sua nenê, me acompanhou com meu namorado para a tal boate. Era inauguração da boate “Fama”, o nome na época era em homenagem a novela da moda do momento: “Celebridades”.

Depois de um show sensacional com a Silvetty Montilla, começou os gogo boys. Um deles, bem branquinho, vestido de marinheiro, não tirava os olhos de minha prima e seus quase 1,80 de altura. Para chegar nela foi um pulo. Mexia nos seus cabelos, falava coisas para ela, trocaram bicotinhas... eu e meu namorado não acreditávamos naquilo. Mas, ficou por aí.


Numa segunda vez, ela e outra prima foram conosco novamente na boate, desta vez esta prima do gogo boy teve que ir embora, pois já era uma senhorita comprometida. Minha prima carioca ficou, e la vamos nós outra vez.

Outro show de gogo boy, e lá estava ele, corpo perfeito, mas com uma cara de “vou te assaltar na esquina”. Mesmo assim, as poucas meninas heterossexuais (ou bissexuais) que estavam no local, ficaram babando nas belas coxas do rapazola. Outra vez, uma prima minha foi um alvo.

Enquanto eles trocavam olhares comprometedores, eu e meu namorado já estávamos nos preparando, pois outra guria estava louca para catar minha prima, pois a mesma também queria dar uns malhos no tal gogo boy. Já víamos que poderia rolar umas puxadas de cabelos e arranhões de unha. Eles trocaram gestos, e o gogo boy sumiu.

Na saída, lá estava ele, esperando minha prima. Eu e meu namorado nos entreolhamos espantados. Pronto, a liberei e fiquei esperando para depois irmos embora. Eles se atracaram encostado num muro, que achei que ia cair. Ele queria dar uma carona de moto para ela, mas ela não quis, e fomos todos embora.

Pois é, desde então não voltamos mais com elas na boate, pois nós tínhamos medo de como as coisas iam, na próxima teríamos um gogo boy nos jantares de família :D

Brincadeira, nada contra a profissão. Mas que há um elo espiritual entre minhas primas e gogo boys, isto tem.

Em breve, mais um causo.

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