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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Desenhar é legal - pena que eu não sei...

Gostaram do desenho?



Fui eu que fiz para o R., em algum momento de 2003. Logo no começo do namoro, acho. Nós nos encontrávamos em um barzinho GLBT, ficávamos no cantinho de mãos dadas, conversando e beijando, eu morria de vontade de fumar um cigarrinho (mas o R. não pode sequer sentir cheiro de cigarro por causa da alergia dele), a gente enchia a cara de Coca-Cola e porção de isca de frango, e depois saía correndo para não perder o ônibus e só conseguir voltar pra casa na manhã do dia seguinte. Durante a semana mal nos víamos. E um dia qualquer, eu fiz esse negócio aí, digitalizei e mandei via e-mail a ele. O original autografado chegou depois, em mãos (e pés e bocas e todo o resto). ;-)

Hoje o barzinho nem existe mais, a gente não corre mais atrás de ônibus (o carro tá aí pra isso), os lugares que freqüentamos não são os mesmos e já aconteceu de tudo na nossa vida mas a gente está aí. Com toda a pauleira, todo o tesão, todo o ódio e todo o encanto de qualquer amor de verdade. E o desenho ficou. A época é diferente, a rotina é diferente. Mas o eu te amo e te quero pra sempre é o mesmo.

O que não mudou também foi meu talento (ou a falta dele) para o desenho. Precisa ver as atrocidades que saem quando eu invento de desenhar. Hehehe!

Ass.: L.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Todos os meus dias...


Uma das primeiras coisas que eu disse ao R. naquele decisivo dia frio de Julho de 2003 em que inventei de oferecer-lhe um banquinho e nossa história de vida em comum então começou (não conhece essa história? Então clica aqui), foi que sempre me dei melhor com palavras escritas do que propriamente ditas. Sério, você me pede para dizer qualquer coisa e eu gaguejo, enrolo a língua, mil coisas... se quer saber qualquer troço a meu respeito - ou pelo menos aquilo que eu quero que você saiba sobre mim, hehehe - apenas me dê um papel e uma caneta. O negócio vai longe e, cinco horas depois, você tem um livro editado e prontinho para ser publicado. ;-)

Na verdade, nunca fui muito bom em dizer coisas. Adoro escrever. Adoro pensar em algo e brincar com letras, versos, palavras. Gosto de refletir sobre aquilo que quero transmitir e sempre que me meti a falar o que sentia, tive a sensação de parecer meio artificial, falso. É por isso que quase todas as declarações de amor que fiz ao R. chegaram às suas mãos em forma de bilhetes, cartões, desenhos, e-mails, apresentações em PowerPoint, mensagens no MSN, papéis de pão, guardanapos...

Hoje, por conta de milhões de problemas pessoais, mal consigo botar as mãos nestes nossos filhotes, estes dois blogs que tanto gostaria de alimentar. E quando me sento em frente ao computador, as palavras simplesmente não fluem e eu acabo sem escrever pilomba nenhuma. (o R. quase me esfola por causa disso, mas aí eu dou uns beijinhos e ele fica mais calmo, hahaha.) Incrível como tem horas em que a gente não consegue fazer absolutamente nada a não ser respirar, não é mesmo?

Mas enfim, arrumei uma brechinha e um computador que funcione, e estou aqui porque o Dia dos Namorados passou, o R. e o L. aqui estão chegando vitoriosos e com alguns hematomas ao sexto ano de convivência (se estivéssemos inteiros, nos valorizaríamos tanto? Gosto de pensar que não.) e a minha vontade de dar um agarrão naquela coisinha linda (e só MINHA!) e dizer-lhe escrever-lhe o quanto meu amor por ele é imenso só não consegue ser maior do que o rombo permanente na minha conta bancária. :-P Mesmo assim, prometo que, a partir de hoje, aparecerei mais vezes - e continuarei em breve as bizarríssimas histórias que comecei aqui.

O único problema é que não consigo pensar em NADA pra escrever... sério, a falta de inspiração está me matando. Então, para resolver o problema, ao invés de dizer tudo sobre o meu grande amor pelo meu namoradão R., desembolsei um cascalho e contratei meu amiguinho Alexi Murdoch para fazer esta declaração por mim. Mas como o dinheiro que paguei não era suficiente para custear a passagem de avião + hotel + noitada nas boates mais badaladas de SP (!), o Alexi fez o trabalho lá na terra dele, mandou um videozinho e ficou tudo por isso mesmo. ;-)

Sendo assim, R., não fique com medo do meu gosto musical, como você sempre teve, e olha aí embaixo que essa é só pra você (mas todo mundo pode assistir). E eu te amo demais.



Ass.: L. (retornando do limbo)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quando eu disse “eu te amo!”


Depois de algumas semanas de namoro, a longínquos quase seis anos, lembro nitidamente o dia que eu disse pela primeira vez “eu te amo!” para meu namorado. Foi um dia atípico, por alguma razão a internet na casa dele não esta funcionando e marcamos um encontro na Lan House.

Antes de nos encontrarmos, batemos algum papo no telefone, e em algum momento entendi que ele tinha uma camisa dos Mamonas... sim, os Mamonas Assassinas. Por cargas d’água eu havia entendido isto.

Ele precisava passar um currículo da irmã dele por e-mail, e como estava sem internet, iria para um Lan house na divisa de dentro entre Santos e São Vicente. Que eram alguns minutos de casa.

Antes de sair de casa, achei na UOL um cartão engraçado sobre amor gay, que no fundo tocava "Robocop Gay", como eu havia entendido que ele gostava dos Mamonas, mandei para ele, para ele poder abrir na Lan House.

Quando nos encontramos, ele que fazia o estilo rock e usava um lencinho na cabeça. Ele foi fazer o que devia, e o pedi para abrir tal e-mail, por força do destino o cartão não chegou para ele, e nunca acabou chegando.

Mas, me senti aliviado, pois depois de algum tempo descobri que ele odeia os Mamonas, na verdade ele havia falado para mim que gostava realmente dos Ramones, eu que no meu momento “velha surda da praça” entendi totalmente errado. E com certeza, o cartão iria queimar meu filme :D

Paramos na praça perto da Lan, sentamos e começamos a conversar, e ele comentou sobre o cartão, o que eu havia escrito. Apesar de dizer que o cartão era engraçado, mas eu também disse que nele pela primeira vez eu dizia: eu te amo.

No momento que disse isto, ele parou. Na hora, fiquei com muito medo de ter estragado tudo, já que nosso namoro ainda estava no primeiro mês. Mas, como era de costume quando ele ficava meio inibido, ele ficou meio que rindo nervosamente, e muito feliz com que eu disse.

Aquele momento ficou gravado nitidamente na minha cabeça, tanto que quando passava por lá, toda aquela atmosfera em a mim, e era muito gostoso. Pois aquela era a primeira vez que eu falava que amava uma pessoa.

Por incrível que pareça, o sentimento existe forte, acho que mais forte do que nunca. Por mais difícil que esteja nossa situação por razões paralelas não ligadas ao nosso relacionamento. Já estou em um nível que não existe futuro ou horizonte sem ele.

E neste dia, queria falar para todo mundo realmente ouvir, que amo muito meu namorado.

Ass.: R

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