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sábado, 20 de junho de 2009

Cada um, cada um...


Eu sou um gay que odeia...
- Jesus Luz
- Cristiano Ronaldo
- romancezinhos mela-cueca
- Robert Pattinson, Zac Efron
- roupas de balada e dark-room
- Julia Roberts, Renée Zellweger
- as músicas de Britney Spears, Beyoncé, Rihanna...
- Ricky Martin
- sauna gay
- Ronaldo Ésper (por favor, morra)
- academia, malhação
- sobrancelhas depiladas
- Stefhany
- militância, levantar bandeiras
- cultura emo
- Cláudia Leitte (ah, o mundo seria tão melhor...)
- orkut e MSN
- Reynaldo Giannechini
- álcool
- Sacha Baron Cohen (por favor, morra)
- MTV
- Mariah Carey, Lily Allen, Amy Winehouse...
- futilidade pop, coisas "fashion", SPFW

Eu sou um gay que até acha legal, mas não se importa tanto assim com...
- Parada Gay
- Madonna
- gírias GLBT
- techno, trance, psy e todos os derivados
- Beth Ditto
- boates, baladas
- Lady Gaga
- Gay Day em parques temáticos
- Mandy Moore
- seriados de TV paga
- ir à praia, ver o mar, pensar na vida
- drag queens (só as caricatas clássicas, como Silvetty Montila)
- "O 3.º Travesseiro"

Eu sou um gay que adora...
- folk music
- filmes de pancadaria e clássicos cult
- Malvino Salvador
- camiseta básica, jeans e All Star
- Ryan Reynolds
- amigos heterossexuais
- Katylene.com
- o movimento punk inglês de 60 e 70
- indie music dos anos 90
- pêlos, barba
- Murilo Benício
- Calvin e Haroldo
- Clint Eastwood
- os filmes de David Fincher, Paul Thomas Anderson e Darren Aronofsky
- escrever cartas à mão
- Chris Evans
- jogar futebol (só jogar, assistir não...)
- falar e ouvir palavrões
- Heath Ledger
- tocar violão
- sexo monogâmico
- cinema
- Eduardo Noriega
- quadrinhos (Authority, Liberty Meadows...)
- filmes de faroeste dos anos 50 e 60
- usar ternos e roupas sociais
- Dominic Cooper, Anton Yelchin, Giovanni Ribisi
- literatura inteligente, livros do Nick Hornby
- casais gays que fogem de baladas
- Alexi Murdoch, The Shins, Bert Jansch
- histórias de Michel Gondry e Spike Jonze

Eu sou um gay que prefere...
- perder o sábado à noite no cinema
- usar palavras do dicionário Aurélio
- trocar gibis e DVDs com o namorado
- usar a madrugada para dormir abraçado
- conversar com o namorado na cafeteria
- ler livros que me complementam
- ir à boate para ver os shows das caricatas
- usar roupas que me façam sentir confortável
- discrição

E por causa de todas estas coisas, tem um monte de gente que conheço que quase perdeu a fé na humanidade quando revelei meu grande segredo obscuro... sou gay. E estas pessoas que conheço, que conviveram comigo por algum tempo e que fizeram parte da minha rotina, com grau de importância suficiente para que eu me sentisse à vontade para externar minha condição, sempre usavam o mesmo chavão justificativo para cobrir o choque: mas você não parece gay... Elas esperavam mesmo que eu começasse a sofrer uma metamorfose, demonstrar trejeitos, usar roupas femininas, virar travesti. Eu não posso ser gay... e homem ao mesmo tempo. Inconcebível.

O que tento explicar à estas pessoas é que você não é o que você faz. Sabe-se lá como e por qual razão, algum ser humano determinou, em algum momento da história do mundo e em algum lugar do universo, que os homossexuais obrigatoriamente agem de uma determinada forma, gostam de determinadas coisas, vestem determinadas peças. Algum idiota sem ponto de vista próprio simplesmente impôs que suas ações determinam o que você é. Sifudê.

A culpa é de quem? Sinceramente, acho que é de todos nós. Eu e o R. vamos aos points gays de vez em quando e sempre nos divertimos muito ao observar algumas pessoinhas que exageram bastante em sua montação. (uma drag que vimos certa ocasião, que usava um tecido de cetim e simplesmente ESQUECEU de "esconder" seu, bem... aquilo. Essa imagem estampa meus pesadelos quase toda noite.) Logo em seguida, me sinto mal por causa dessa merda toda que é o pré-julgamento. Porra, todo mundo pode ser ou não ser qualquer coisa. O cara é feliz usando vestido e deixando o pinto solto, tomando um ventinho? Que ótimo. Em outra ocasião, um amigo se sentiu à vontade comigo e contou que é gay. Mas ele não tinha NADA de trejeitos. Nada! Fiquei chocado? Pois é, na hora fiquei. E depois contei também de mim. A reação foi a mesma. Deveríamos ter nos surpreendido tanto? Deixamos de ser seres humanos porque somos gays, bi, heteros, lésbicas?

E é por isso que todo mundo acha maior esquisito quando revelo minha homossexualidade. Pior ainda quando eu e o R. contamos a qualquer um, gay ou não, que somos um casal há anos. Milagre!, Corajosos!, Exemplo!, Difícil ver isso! é o que mais ouvimos. Claro, "todo bicha é promíscuo", não é isso que ensinam por aí?

Preciso confessar uma coisa: há seis anos, não sinto vontade alguma de fazer sexo com outra pessoa a não ser o R. Às vezes quero fazer amor, às vezes quero fazer sexo e às vezes quero trepar... mas só com o R. - Seria eu um alienígena? Um X-Men? Um Dalai Lama? Um deus evoluído de 500 anos antes de Cristo encarnado no corpo de um pseudo-jornalista indie de vinte e tantos anos?

Acho que não (embora a idéia de ser um X-Men e ter um poder mutante fosse deveras interessante, hehehe). Acho que sou só um cara normalzinho mesmo. Um homem, que gosta de "coisas de homem" e de dormir com homens. Antes de tudo isso, sou um sujeito comum, igual a todo mundo e diferente de todos, com gostos particulares e idéias variadas, que não precisa externar a condição de "cueca que curte cueca" usando roupas espalhafatosas ou substituindo termos corretos por gírias do meio (embora morra de rir com elas). Você nunca vai me ver com roupas berrantes, nunca vai me ver ouvindo Britney, nunca vai me ver com as sobrancelhas desenhadas, nunca vai me ouvir dizendo "aloca".

Mas por favor, não me interprete mal. Não estou condenado quem é diferente de mim, muito pelo contrário. Acho lindo alguém ter culhão de agir da forma que quer, que se sente bem. Vivemos em um mundo de aparências e bato palmas para qualquer um que desafie convenções e ouse ser o que é. Viva as diferenças! Só acredito que eu não seria autêntico, não seria eu mesmo, desta forma... Não é isso, esse negócio de "SER FELIZ", o que estamos de fato tentando alcançar no final de tudo? ;-)

Ass.: L.

terça-feira, 28 de abril de 2009

IMAGEM NÃO É NADA - parte 2 de 2


VEJA A PRIMEIRA PARTE ABAIXO

Uma segunda experiência, conheci o cara na net, e fomos nos conhecer, sugestão de ambos foi andar no calçadão da praia. Cheguei, fiquei muito espantado como ele era bonito, com o corpo magro, cabelos loiros e olhos verdes. Mas, a conversa foi horrível, o cara era estranho ao quadrado. Tentei alongar a conversa para tirar o conceito, mas só piorava. O fim foi quando ele falou que os portugueses só ferraram o Brasil, pois se misturaram com negros, e criaram grandalhões mestiços e burros.

Não teve jeito, naquela hora a conversa esfriou, soltei a desculpa que precisava ir embora (na época morava longe da praia). E trocamos telefones. Ele tentou insistir, chegamos até nos encontrar na rua, onde ele me chamou para um cafezinho, mas sempre dizia que estava ocupado.

Já, tive uma grata surpresa, fazia poucos dias que tinha perdido meu pai, e estava no ápice da carência. Até que encontrei um cara de bom papo no bate-papo e fomos nos encontrar no shopping. Chegando a mesa combinada, fiquei decepcionado, ele parecia mais velho do que dizia e também não me atraia nenhum pouquinho com sua aparência física. Sentei por educação, peguei uma água para enrolar, mas a conversa fluiu, no fim tomamos um lanche lá e ficamos mais de duas horas conversando.

Chamou-me para ir ao apartamento, pois tinha uns amigos lá e não queria deixá-los mais muito tempo sozinhos (nossa conversa foi tão boa, que ele esqueceu deles). Chegando lá, o pessoal estava comendo sanduíches, e ficaram uma meia-hora se despediram dele e desejaram sorte. Foi aí que eu soube que ele ia para o outro lado do Brasil, ficar lá a trabalho. Foi decepcionante, ele parecia ser “o cara”.

Fomos para o quarto dele, nos beijamos, tiramos a roupa, mas ele viu que eu estava tão caído, que resolveu que não iríamos transar, deitamos os dois pelados abraçados na cama, enquanto ele me fazia carinho. Ficamos até o fim da noite assim, ele me levou para casa de carro. E soltou uma metralhadora de elogios para mim, e que queria muito tentar, mas a distancia ia estragar tudo, pois ele não seria muito presente na minha vida, é para um relacionamento isto era importante.

Ficamos os dois arrasados, ele falava baixo se deveríamos tentar, mas nós dois sabíamos que não iria dar certo. Então, aquele que achei feio, não atraente, me deixou com o coração na mão, e mostrou ser tão bom quanto qualquer homem bonito que encontraria. Pois é, o feio foi o que mais balançou o meu coração, naqueles momentos de busca, antes de encontrar o meu grande amor.

O que eu quero deixar bem claro para vocês, não é para catar o primeiro feio que ver na frente, mas não ter este pré-conceito antes de conhecê-lo realmente.

Pois, tudo que é bonito, um dia vai embora.

Ass.: R

segunda-feira, 27 de abril de 2009

IMAGEM NÃO É NADA - parte 1 de 2


Estava eu conversando com um amigo, e ele que esta em busca da cara metade, me disse que encontrou uma pessoa muito legal, mas não se sente atraído fisicamente. Eu já levantei a bandeira “de uma chance”. As vezes em primeira mão, não há aquele felling, mas nada que não possa mudar com um segundo encontro, uma segunda conversa e tudo mais.

Não estou falando para forçar a barra, se realmente não rolou a química, não tem jeito. Mas, estou só mostrando que a primeira impressão é a que fica, e as vezes ela é completamente errada. Uma conversa, um tempinho a dois, pode mostrar que a coisa não é bem assim, e que sim, ela pode virar atraente.

Sei, que com meu namorado, quando o vi pela primeira vez, senti apenas uma atração extremamente sexual, eu tinha passado por dois relacionamentos terríveis, e não estava afim de algo além de sexo. E olha só no que virou, um relacionamento que completa em julho, 6 anos. Tive algumas experiências de sapos que viram príncipes, e vice-versa.

Conheci um cara num bar, nos paqueramos visualmente por um dia, ate que no segundo, ele chegou a mim e começamos a conversar. Quatro anos mais novo que eu, ultimo ano de fisioterapia, mineiro, lindo de morrer e com uma puta pinta de macho. Papo vai e papo vem, acabei indo para o apartamento dele para a gente ouvir musica (ingenuidade). Lá, ele mostrou sua especialidade: massagem.

Já viu né, tira a roupa para fazer direito, a massagem começa fugir das mãos para a boca, e la vai. Chegou a minha vez de fazer massagem, enfiei a mão naquelas costas bonitas, sem espinhas, queimada, comecei a beijar, puxei sua bermuda, aquela bela bunda com uma marca de sungão. E fui me aproximar, quando meu nariz entrou em contato com a região... um grande cheiro de bunda suja.

Sim, eu sei que isto pode ate acontecer durante uma relação sexual, acidentes acontece, mas não havia rolado nada, o rapaz antes de sair deu um barrão, e nem se limpou direito. Foi difícil conter a cara de nojo, e o quase broxamento, o cara lutou muito para eu enfim ejacular. E sério, não quis mais ver o cara. Não é frescura, sou só uma pessoa higiênica. Eu nunca iria pensar que aquele monumento iria ter cheiro de bosta.

O texto continua amanhã ;)

Ass.: R

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